Dentre os bilhões de pessoas que existem no mundo, é muito complicado assumir que, enfim, você encontrou a pessoa certa. Talvez até nunca se encontre, devido as condições de espaço impostas pelo próprio planeta. Mas ninguém nasce com uma folha de papel na qual vem escrito o nome da pessoa e o lugar que devemos ir para encontrá-la.
Podemos fazer bem melhor do que isso. Adaptar uma pessoa que possivelmente não seja, como a nossa melhor. É um processo que pode acontecer mesmo quando você não pretende, de fato. É aquela coisa de olhar uma pessoa, conhecê-la, sentir-se bem com ela. O modo como vamos levando essa vida conjugal transforma tudo no melhor conto de fadas do mundo.
Depois de um tempo junto com a mesma pessoa, você ainda para e nota essa pessoa te encarando apaixonadamente, com aquele rosto bobo, mas ao mesmo tempo feliz. É nessa hora que você tem certeza que está fazendo a coisa certa, que está ali por algum motivo, e dos bons. Você começa também a notar que existem coisas nela que só você é capaz de identificar, e talvez só você saberá. Uma pinta escondida no dedão do pé, na parte de baixo, que ninguém sequer viu, pode se tornar o seu esconderijo do mundo, um lugar tranqüilo que só você pode chegar, com sombra, árvores, paz, abraço e arrepios.
Você também nota que a pessoa se abre para você de uma forma diferente que ela se abre para as outras pessoas, e quando alguém aparece, como se penetrando naquele “mundo” que estava acontecendo, essa pessoa muda completamente, torna-se “mais um”. É bem nessa hora que você tem certeza que vale a pena dizer que ama e que é amado.
Quando você adoece, e vê que a pessoa foi te ver, nem que seja por um curto espaço de tempo. Você sente que ela se preocupa com você, quer estar com você a qualquer custo. É, isso pode acontecer.
E dentro de todas estas circunstâncias, nos tornamos felizes com esse limite e esquecemos pra sempre que não precisamos conhecer o mundo inteiro, a fim de ter certeza que escolheu a pessoa certa.
Felicidade é uma palavra de longo tempo, melhor acreditar que ela não existe. Deixe tudo acontecer com a alegria do momento, no espaço de um beijo, no calor do sexo, nas cores do peito em que você deita quando nada mais precisa existir...no castelo.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
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