segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Amor Rasgado

São com essas gotas de sangue
Que revelo-me pra você...
Essas dores cada vez mais constantes,
O simples prazer do instante
me faz indagar o por quê...

Por que você não sai de mim?
É como uma tortura sem fim!
Na tua presença sou inquilino do prazer
E na tua ausência fico silencioso a sofrer!

Não rasgarei recordações...
Eu seria eternamente condenado.
Enfiarei mil espinhos em meu coração,
sentirei cada corte ouvindo a canção
que tenho a oferecer-te...

Tomarei o vinho mais amargo,
Conversarei com os espíritos ao meu lado
No canto escuro do quarto...
Lembrar que você foi meu querer...

Serei teu
Hoje e nunca
Só teu
que porventura
Do meu corpo esqueceu.


Nino.

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