Sou um humano com mais sentimentos. Eu necessito de mais atenção do que o normal. Tenho ansiedade pelo amanhã, pelo florescer, pela luz, pela noite, pela vida. Tenho vontade de coisas estranhas, ou talvez normais demais, dependendo do ponto de vista.
Palavras doces me derretem, mas eu não expresso isso facilmente. Deixo nas entrelinhas, já que meu coração é como um oceano escuro e seu fundo não é tão fácil assim de se enxergar. Muitas vezes eu penso sozinho e faço as coisas por minha vontade. Outras, eu me torno altruísta a ponto de esquecer dos meus próprios problemas. Eu não sou uma pessoa forte, tampouco corajosa. Tenho mania de adiar o problema no máximo possível. Tenho medo de morrer sozinho, tenho medo de dormir e não mais acordar.
Geralmente sou muito indeciso, e todas as decisões da minha vida foram complicadas de tomar. Sou bastante musical e costumo colocar um som de fundo em tudo que vai acontecendo no dia-a-dia... Sim, eu não existiria plenamente sem a música, pois elas são como melhores amigos que me entendem e sabem o que me dizer na hora que eu mais preciso.
Tenho vontade de sumir, tipo, sempre. Se eu pudesse, sairia por aí e não deixaria vestígios. Se eu sou uma pessoa sozinha? Não. Mas talvez, em um determinado modo de olhar a situação, sim. Sou carente de afeto e gosto bastante de me sentir protegido. E nem sempre eu preciso de um castelo para me proteger, apenas um casebre em palhas pode me fazer um bem inexplicável. As pessoas que mais sabem dar carinho são as que mais chamam minha atenção.
Não escuto os conselhos de minha mãe. Maior parte das vezes, os meus gatos costumam me dar conselhos mais audíveis. Gosto de viver, viver intensamente, correndo os maiores risco, por mais que eu me arrependa no dia seguinte, mas arrependido daquilo que eu tentei, não do que eu não fiz.
Tenho um prazer imenso por receber cartas e presentes. Porque são uma forma física de afeto demonstrado por um alguém afim...
Talvez ano que vem eu pense diferente.
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